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segunda-feira, 30 de abril de 2012

por onde anda, andarilho?



I
por onde anda, andarilho?
por onde correm seus pés?

pra onde foram seus olhos viajantes?
pra onde mira seu pé?

por que não monta e segue?
por que parou e partiu
em alguns pedaços seu coração
em saudades de alguns aléns?

basta seguir seguindo, andarilho
basta seguir e sorrir
basta seguir o menino
basta seguir o sol e cantar



II
por onde anda, andarilho?
por onde correm seus pés?


pra onde miram seus olhos, viajante?
pra onde foi seu pé?

por que não canta e segue?
por que parou e sentiu
um calafrio em seu coração
uma saudade de ninguém?

basta de seguir sofrendo, andarilho
basta de grunhir e sofrer
basta de repreender o menino
basta seguir o sol e dançar


PS: Tanto tempo sem escrever... acho que estou perdendo "a mão"...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

eu sou (esquisito)

at the table


nadar contra a correnteza é duro, mas é preciso para que a vida seja doce
olhos de criança sapeca, alma de um velho sábio
tudo isso e mais um pouco, e mais nada nem nada mais
se sou isso ou aquilo, ninguém sabe
se sou esquisito, sou além
sou eu e pronto
nunca pronto: sempre em construção

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quer ver lindas fotos do Marrocos?

Por acaso esbarrei num blog com fotos muito legais do Marrocos.

Estava eu entrando no painel para publicar no blog no início dessa semana e o Blogger me sugeriu o blog The House in Marrakesh.


Um achado incrível!

PS: Se alguém patrocinar a viagem, posso fazer uma fotos por lá também...


sábado, 3 de abril de 2010

saquarema

o sol escaldante sobre minha pele
andando nas brancas areias dessa manhã
vi ao longo do horizonte o azul do céu:
liberdade, possibilidades

decidi ficar
eu sou aqui
nessas ondas, você e eu
uma vida melhor de intensidades

um som, uma sombra, as ondas e o mar

na ordem-desordem de tudo que há
há, pois, um pouco de mim, um pouco de você

somos nó
nós
nós outros
de coisas sem nome

um pouco de mim, um pouco de você

possibilidades libertas ao longo do horizonte
escaldantes sobre minha pele
vi o sol e o céu azul

e decidi ficar

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dicas para curtir no final de semana

Vitória está se tornando uma capital com melhor qualidade de vida cultural. Na última sexta-feira, o bairro da Enseada do Suá recebeu a solenidade da pedra fundamental do Cais das Artes.







Mas enquanto este projeto que promete movimentar nossa ilha não é inaugurado, podemos curtir o Museu de Arte do Espírito Santo e o Palácio Anchieta.






Rembrandt e a arte da gravura
O primeiro recebe até 16 de maio de 2010 a exposição Rembrandt e a arte da gravura, uma seleção de figuras sobre este gênio que marcou o desenvolvimento da gravura. Contemporâneo do Renascimento, movimento com base maior na Itália, o mestre holandês criou técnicas próprias e seu traço é único.

A entrada é franca e os horários de visitação são 10 às 18 horas de terça a sexta-feira e 12 às 18 horas aos sábados, domingos e feriados.

Michaelangelo no Palácio Anchieta
Quem quiser ver réplicas dos trabalhos deste renascentista e completar uma ida cultural ao centro da capital capixaba, dê uma esticada até o Palácio Anchieta. A exposição sobre o trabalho de Michaelangelo é breve, porém traz informações bem legais.

Se você estiver com tempo, marque uma visitação guiada ao Palácio Anchieta aos domingos e conheça os cômodos onde trabalha o governador.

A exposição do Michaelangelo fica até 9 de maio.

Para agendar visitas guiadas ao Palácio Anchieta, liguem para (27) 3321-3578 ou mandem um e-mail para agendamento@seg.es.gov.br.


sexta-feira, 5 de março de 2010

do tempo



"a palavra é o meu domínio sobre o mundo" clarisse linspector


por que me devoras assim aos poucos
e tira de mim minha carne, meus sonhos?
no tic tac da parede, no silêncio do pulso
vai-se por entre meus dedos e não retorna jamais
o tempo me alcança
às vezes cansa
às vezes descansa
passa por minha vida e vai
pois chega o dia em que ele me ultrapassa
e eu fico no tempo, ao relento
vivendo, vivendo, vivendo

* a foto acima é de uma rua numa cidadezinha de Conisbrough, no interior da Inglaterra, cujo nome foi mudado em 2009


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

abismos> exposição no museu vale




Recriar modos de olhar, convidando o espectador a adaptar-se a diferentes luminosidades enquanto acompanha obras que parecem se relacionar umas com as outras, dialogar entre si e com o espaço. Essa é a proposta da mostra Salas e Abismos, que exibe nove instalações criadas ao longo da carreira do artista plástico carioca Waltercio Caldas, no Museu Vale, em Vitória, no Espírito Santo. “Proponho um jogo de espaços, onde um trabalho reverbera no outro”, diz o autor.

Algumas obras são bastante inusitadas.É o caso da obra Ping-Pong, a representação de uma partida de pingue-pongue jogada por um cego. Já a sala Silêncio do mundo apresenta um ambiente completamente tomado pela escuridão, com paredes e objetos negros, que costumam causar reações como inquietação em quem entra no ambiente. Em Maçãs falsas Caldas usa espelhos para desafiar o espectador a distinguir as frutas reais das artificiais,um exercício que pode ser transposto para outros âmbitos: o que há de verdadeiro dentro ou fora de nós? Na Sala para Velásquez está um livro sobre a obra do pintor barroco espanhol Diego Velázquez (1599-1660), com imagens e textos produzidos fora de foco, a tela Los Velázquez, além de esboços e trabalhos acerca do que o artista denomina “o funcionamento dos espelhos”. Para Caldas, as instalações são pretextos para propor novas interpretações de objetos que fazem parte tanto do cotidiano quanto do imaginário contemporâneos. Em sua obra, faltas e excessos se alternam, apresentando abismos e conexões. “Olhar para a arte é compactuar com esse abismo; a função do artista é melhorar a qualidade do desconhecido”, declarou o artista carioca.



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sexta-feira é dia de paella

paella...

Sexta-feira. Final da semana de trabalho para uns, véspera para outros - inclusive eu.

Gostaria de lhes recomendar o almoço na padaria Monte Libano na Praia do Canto (Av. Rio Branco). Sexta lá é dia de paella...

Como não posso sonhar com a Espanha, me resta dar um pulo lá na Monte Libano e me fartar com o mexido mais chique do mundo (delícia!...).


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

porta aberta

porteira


Vou deixar a porta aberta para o meu amor entrar
Porque não se sabe o dia de amanhã
Pode ser o fim do mundo
Pode ser o fim do túnel

Vou deixar a janela aberta para o sol entrar
Porque não se sabe quando a chuva choverá
Pode ser uma pancada
Pode ser um temporal

Vamos juntos dar um passeio
Vamos juntos sair por aí
Vamos juntos amar novamente
Vamos juntos viver diferente


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

nosso segredo

um dia de sol na baia de vitória



Você é capaz de guardar um segredo?

Você é capaz de ver o sol surgir?

Sorria com a cara toda

E deixe suas orelhas se deliciarem com as ondas do mar


Você é capaz de guardar um segredo?

Você é capaz de ver o azul do céu?

Correndo, brincando sem sair do lugar

Foi você quem um dia me ensinou a amar


Você é capaz de guardar um segredo?

Vem cá que te digo baixinho

Te roubo um beijo discreto

Te mostro meu lado indiscreto


E todos vêem que não é mais segredo

Que te amo, que te quero

É evidente meu desejo

Hoje quero ser feliz



domingo, 26 de julho de 2009

clandestino

estábulo abandonado



sou um clandestino
sem origem, sem destino
sem mim mesmo, nem ninguém

sou um clandestino
desconheço minha língua
não sou senhor de meus lábios

sou um clandestino
tão clandestino como minhas palavras profanas

sou um clandestino
fugitivo de mim mesmo


terça-feira, 30 de junho de 2009

concretismo (trans)corrido concretíssimo

detalhe da grade


queria tanto estar com as palavras soltas assim em prosa corrida desembestada por entre as linhas e escrever assim tão lindo como tem feito mas minha sintaxe poética ainda está presa na minha metodologia encucada (pergunto a mim mesmo se é encabulada) em pragmatismos dissertativos bizonhos e aprisionantes quem sabe um dia reticências quem sabe pergunta filosófica só Deus certeza absoluta


quarta-feira, 13 de maio de 2009

saudade

murada nas laranjeiras

saudade: sentimento curioso que nos faz rir e chorar
saudade é pra quem algo do que se lembrar
do que, de quem, quando, como, onde
nem sei, só espero que você corresponde
me diz, saudade, onde está o meu amor
no que(m) deposito toda minha vontade de viver
saudade que me visita, seja cedo, seja tarde
que me é mais alegria do que sofrer
afortunado sou por tê-la; aqui dentro arde
eu tenho, tu tens: nós temos
tudo que temos, seremos
saudade
eu lembro de ti


* Essa eu escrevi numa oficina de textos que realizei na clínica com os pacientes na terça-feira. O estímulo inicial usado foi o último post de domingo.


sábado, 9 de maio de 2009

Sossego

deixe sua criança livre


quisera eu novamente ser criança
pra correr gostoso feito raio pelo seu jardim
ver as flores cobertas de orvalho
o sol matinal tocar meu rosto de leve
seu beijo suave me acordando dos sonhos de nós dois

quisera eu sentir aquele calafrio na nuca
ser alavancado do chão e sobrevoar a terra
levitar ao menor toque seu
e descobrir que somos um você e eu

quisera eu que nosso amor fosse sempre sonho
sonho sonhado acordado
de beijo molhado no escuro
abraço apertado contra o muro

quisera querer tudo de novo

bem querer
bem me quer

bem te quero bem
te quero
bem

tudo de novo...
e mais um pouco

porque é gostoso assim quando me lembro de você:
viro criança e começo tudo de novo


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Chorinho chorado no Flamengo


Semana passada tive a incrível experiência de passar o final de semana no Rio de Janeiro. Muitos pontos históricos e turísticos visitados, muita música na vitrola, conversa em mesa de bar e sintonia com pessoas da melhor qualidade.

Continuando a pesquisa musical e a experimentação de novos estilos e autores, fui a uma praça no Flamengo no domingo e, para minha surpresa, estava rolando uma boa roda de chorinho. O mais interessante é que os músicos iam se revesando e quem quisesse era só chegar com seu instrumento e entrar no ritmo.

Música excelente!

Em breve: Playlist do mês de maio. Sei que estou em dívida, mas o fim do curso de MBA (com direito a TCC, Jogos de Negócios e um enorme PEM), a correria das aulas na UNESC e as monografias da pós em Sexualidade tem me impedido de ouvir música em casa.

Prometo que até sábado ou no mais tardar domingo sai uma playlist novinha e cheia de novidades.

Saudações saudosistas!...




quarta-feira, 25 de março de 2009

flickr> olharsobreomundo

As fotos postadas aqui no blog são de minha autoria e estão disponíveis no flickr.

Os álbuns lá têm mais fotos e vocês podem ver o mundo sob um olhar diferente: o meu...

Have fun!


sábado, 21 de março de 2009

Alice crossed the mirror

at the table por você.

Deus está sempre aqui
Há dias em que estou ausente
Há dias nos quais ele se faz inegavelmente presente
(por quê quereria algo diferente?)
Melhor tomar nota logo logo
Antes que algo mude em mim
Antes que eu me esqueça de mim mesmo

***

Sometimes I look myself in the mirror
I see things that are not true
I see things that I wish were due
I see many things

Sometimes I look myself on the mirror
I can't see it is not true
I can't see it might not do
I can't see things at all

Sometimes I am lost within the mirror
I myself failed in seeing beyond reflection
I saw a person I wish I were
I saw fate vanishing all possibilities of tones and rhymes

Blind the call
Given and taken - the universe feeds back its babies
Mysteries, wonders, beauties
Pleasures that hang over me

Thus, I discover things were never there
Even though they are everywhere
Parabioses, lies, cold flames

Hurt myself
Nobody's fault
Should I open my eyes?
How (come)?


terça-feira, 17 de março de 2009

Intransponível(?)

às vezes não consigo falar por você.


Tem coisas que ficam guardadas aqui dentro
Coisas que só eu sei
Coisas que nem eu sei
Coisas...

Tem dias que fico de fora
Coisas gastando hora
Coisas sem demora
Coisas...

Às vezes desconheço o(s) porquê(s)
Às vezes ela não me diz
Simplesmente vira a cara e torce o nariz
E ela nem me diz o(s) porquê(s)

Ela com aquele seu jeito menina
Com seu sorriso que me alucina
Me envolve e me fascina
E eu fico ali somente na esquina

Queria te ligar
Dizer coisas bonitas
Falar das flores se abrindo
Contar estrelas no céu

Mas ela levanta seus muros
Nem salto, nem chave, nem tudo
Já tentei para chegar sem escudo
E sempre me perco no escuro

Se um dia, talvez
Deus me concedesse a insensatez
De brincar nos jardins dela, talvez
Diria a ela coisas com altivez

Coisas...

... que às vezes não consigo falar


domingo, 15 de março de 2009

Auto retratos

auto retrato sem luz por você.



Nem todos os dias são de sol. Há também aqueles dias em que as águas rolam abundantes, vertiginosas torrentes céu abaixo, lavando toda a sujeira que fora deixada para trás. Às vezes, é claro, incidentalmente (ou acidentalmente - ácida ou amarga) não só lavando mas sim levando embora e fica, assim, o campo nu. Não deserto, apenas nu, virgem, novamente etéreo, novamente pronto para se preparar. Arar, roçar e recomeçar.

Dias de chuva são dias que pintamos nosso retrato sem luz, sem vontade intensa de intensidade. Os dias de chuva são importantes, nos salvam da pieguice, da inocência e da arrogância desenfreada. Dias de chuva nos permitem parar e refletir: quem somos, quem queremos ser, de onde viemos, para onde vamos. Viva os dias de chuva - eles preparam o espírito para os dias de sol.


auto retrato na luz por você.

Na luz vemos (quase) tudo. Às vezes, as cores pululantes se esbravejam tanto que nos esquecemos de nós mesmo. Nos integramos com o todo de tal forma que tudo fica comum numa normalidade sem igual.

Já ouvi perguntas sobre razões contra somente termos dias de sol, para a luz nos alimentar alegremente a alma. Pois digo que nem só de luz se alimenta a alma, nem as flores. Se só luz tivéssemos, o solo seria árido, arrogantemente árido. Nada brotaria, e a luz das flores (digo cores...) se esvaziaria desbotando a cada dia.

A luz constante cega. E o pior cego é o que não quer ver. Seja uma cegueira negra ou aquela branca. Os dias de chuva refrescam a memória - e nos lembram como somos demasiadamente humanos.


***

As coisas se movem
Não sei como, não sei porquê
Não sei se sei, só sei que movem
Ou será que sou eu quem movo
(as movo ou me movo)

Por um instante o mundo parece parado
Por um instante quando ouço o coração estalado
Vazio ou cheio - preenchemos com o olhar
Que olhar?
O olhar sobre o mundo
Seja imundo seja profundo
Infinitas são as possibilidades

O tempo corre
As coisas vêm e vão
Os rostos ilusões que insistimos em querer apreender
O que fica é o intento de olhar
Porque mesmo se fechamos os olhos
Ainda olhamos para dentro
E o que vemos é o mundo

Seja como for
O mundo vive, vivo, conosco
O mundo somos nós



sábado, 7 de fevereiro de 2009

Problemas todos temos, isso é um fato. Já ouvi isso um tanto de vezes de um tanto de gente. E, sinceramente, me pergunto o que seria de nós sem os problemas. Uma das primeiras partes que abordo com alunos quando leciono Metodologia de Pesquisa é exatamente este crucial ponto para o desenvolvimento da ciência.

O que é o problema? Pessoas já me disseram de tudo, inclusive o escrito acima sobre o fato de ser inerente à existência com que abro o texto. Eu de certa forma vivo de problemas. Como terapeuta, auxílio as pessoas a pensarem o problema compartilhado de uma forma diferente, diminuí-lo e, finalmente, extingui-lo. Como professor, o processo tem uma lógica inversa; nos aproximamos do problema, conhecemos ele melhor e, se possível, aumentamos ele para solucioná-lo. Ou será o inverso...

Na semana passada, alguns de meus pacientes me falaram sobre perseverança. (sincronicidade?...) O mais interessante dessa "coincidência" foi que todos falaram sobre perseverança como um misto de persistir com esperança. Diz o vernáculo que perseverar é conserva-se firme e constante, ou ainda, permanecer sem mudar ou sem variar de intento. Aí fico aqui pensando... até que ponto persistir, permanecer ou conservar é correto. Quando surge o ponto de mutação?

A vida é feita de mudanças constantes. Depois da fecundação, assim somos até nos reintegrarmos ao pó, de onde viemos. Mas voltemos ao segundo parágrafo da prosa. Procurei por um tempão um vídeo para usar de exemplo e tentar fazer do pensar o problema o mais simples para meus caros alunos. Um dia me deparei com um vídeo super interessante usado por um professor de MBA em sua aula. Fiquei embasbacado com a simplicidade da ideia e com a veracidade da questão. Aquela pergunta sussurrada é o que ouço todos os dias pela manhã. O que move o mundo? A resposta mais simples que me vem à mente: a dúvida, ela é o que move o mundo.

E as pessoas que paralisam diante da dúvida? Elas ficam paralisadas, mas o mundo continua girando. Então, entra em cena a esperança e uma de suas metáforas mais conhecidas "a luz no fim do túnel".



Existem épocas que parecem somente trevas, tempestades, sim eu sei e acredito que você também saiba. Creio que você também já tenha ouvido falar que mesmo num baita temporal, o sol continua radiante lá em cima e que depois da chuva vem o sol e a bonança.

Durante o terror das trevas, ruídos nos impedem de ouvir as pessoas a nossa volta, a escuridão nos cega os olhos para as possibilidades de solução. Porém, devemos persistir, conservar-nos firmes e constantes em nossos valores, intenção direcionada ao alvo.

Flexibilidade e constância. Saber o que quer, acreditar e ter fé. Eis a chave para abrir a porta da solução.