domingo, 25 de abril de 2010

Um domingo para guardar na memória


Hoje tive a oportunidade de fazer algo que há tempos estava em dívida comigo mesmo. Ser acordado cedo pelo sol e pelos pássaros felizes e cantantes com a vibrante energia da vida.

Domingo, um dia que alguns têm como morto: não porque qualquer caráter religioso, mas pela imobilização inerte e zumbi de se prostar diante de uma tela, seja televisão, seja monitor. Uma pena... A vida lá fora chama. E é justamente isto que é a vida, aquilo que acontece lá fora como bem disse - e espero sempre me lembrar - Oscar Wilde.

Tenho me programado me tornar uma pessoa melhor. Esforço diário ao qual me dedico com disciplina; e meus amigos mais chegados e familiares podem atestar a minha disciplina, mesmo que não saibam da razão dessa atitude vigorosa. Tenho me preparado para um mundo melhor. Sim, um mundo no qual as pessoas cuidam da família, do planeta e da sociedade.

Um dos meus objetivos específicos para cumprir é melhorar minha própria saúde (física, mental e espiritual). Talvez vocês queiram conversar com meus alunos ou os alunos que participam do projeto de extensão de Planejamento Estratégico de Carreira. Assim, você entenderá esse vocabulário de objetivo, mundo melhor e disciplina. Eu levo isso muito a sério: por mim, por minha família e pela sociedade.

Como forma de medir meu empenho, coloquei como meta correr sempre que possível e acordo todos os dias cedo para realizar essa parte do projeto. Nem sempre posso correr porque trabalho até tarde dando aulas e acordo cedo para atender pacientes; porém, tempo se arruma quando acreditamos que algo é importante para nós. Corro 3 a 4 vezes durante a semana e pelo menos uma vez nos finais de semana.

Neste belo domingo de sol, corri (com intervalos de caminhada em marcha mais intensa) uns 14 km. Foi ótimo! Peguei um sol leve pela manhã, ganhei uma corzinha, vi crianças brincando no calçadão e na praia, família passeando, e até um pedalaço promovido pela Sociedade de Cardiologia para conscientizar a população sobre o controle da pressão arterial.

E o melhor foi chegar em casa, alongar e tomar uma ducha. O prazer proporcionado pela atividade física, pelo contato com a natureza é indiscritível, mas posso dizer que senti esse prazer com todas minhas células.

Voltando para casa, curti um dia em família, com direito a cozinharmos todos juntos, bater um papinho e ainda ouvir música. A playlist desta tarde já é coisa conhecida. Meus ouvidos se deliciaram com Beirut e Madredeus, dica que estendo a vocês na maior tranquilidade. Todos merecemos experimentar algo diferente vez ou outra.



Depois, enfrentei aquela lombra da tarde com coragem de terminar o livro que li mais ou menos um terço na noite de sábado: Família em primeiro lugar, do Kanitz. Consagrado colunista da Veja e palestrante, Kanitz coloca com clareza e objetividade seu ponto de vista sobre a importância da família em nossas vidas. Recomendo o livro como pessoa, professor e psicólogo. Vale a pena ler!


Após a leitura, ouvir as músicas e refletir um pouco, estou aqui ecoando meus pensamentos e escolhendo as melhores palavras para explicar o indiscritível, mas verdadeiro: as coisas boas são tão simples e nossa sociedade contemporânea vem com suas corporações querendo nos enfiar goela adentro uma ideologia (sim caros alunos, aquela com seu projeto de vida especial saindo fresquinho do forno) de plástico. E quanto plástico temos em nossas vidas.

A vida, meus amigos, não pode ser de plástico. Ela deve ser calorosa - carne, sangue e suor. A vida é feita de amor, de momentos especiais.

E nossa vida ecoa no universo através de nossa família e nossos descendentes. É assim que nos tornamos eternos, infinitos.


Um comentário:

  1. Meu nobre,

    Gostei da leitura. Amei quando, antes de finalizar, faz um alerta sobre a importância de sermos verdadeiros e não aceitarmos a coisa pronta, mas fazermos nós mesmos. Também quando fala da eternidade, que assim é pela rica forma que o universo tem de ouvir e absorver a energia que emanamos...

    º Abraço º

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